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Barrichello assina com a Medley e em 2013 desembarca na Stock Car.

10/12/2012
Depois de uma temporada na Indy o brasileiro desembarca em definitivo na Stock.

Depois de uma temporada na Indy o brasileiro desembarca em definitivo na Stock.

Como vocês sabem, neste espaço não escrevo sobre Stock Car. Mas é inevitável comentar o destino do mais longevo piloto brasileiro na Fórmula 1 – Rubens Barrichello. Depois de aposentar-se a contragosto ao final de 2011, preterido numa vaga junto à Williams, Rubinho experimentou uma temporada de aprendizado na Indy, e aceitou participar esporadicamente da Stock Car brasileira. Gostou. E agora assina para fazer a temporada inteira do ano que vem.

Rubens esteve em Interlagos na semana do Grande Prêmio do Brasil, e como reclamei aqui, pretendia conversar com a Caterham para uma vaga no time verde. Sempre achei que esta obsessão de Barrichello pela Fórmula 1 era um lance de paixão mal resolvida, dado o insucesso em tornar-se campeão mundial. Mas o brasileiro teve uma carreira de respeito por lá, e agora seguirá outros rumos por aqui.

Será uma nova vida, tudo muito diferente para um piloto que correu os últimos 25 anos de monopostos. Mas deve ser bem divertido.

Que seja feliz então.

Sondermann, Sperafico e as bobagens sobre a Curva do Café.

05/04/2011

Acredito que todos já estejam sabendo, mas não custa informar: o piloto da Copa Montana Gustavo Sondermann acidentou-se neste último domingo em Interlagos, vindo a falecer posteriormente. Igualmente ao caso de Rafael Sperafico, ocorrido em 2007, Sondermann escapou na Curva do Café, na entrada da reta dos boxes de Interlagos colidindo contra o muro externo da pista e voltando ao meio do asfalto, sendo atingido numa colisão em T pelo carro que vinha atrás.

Não foi a primeira vez, e certamente não será a última. Automobilismo é um negócio perigoso, muito perigoso, mas a histeria que sempre acompanha momentos terríveis como este é sempre surpreendente. Estão querendo culpar o autódromo, um espaço público, para eximir algumas outras partes responsáveis, e mais responsáveis até, de assumir seu quinhão nesta tragédia.

Pois bem, a saber: desde a morte de Rafael Sperafico houve certo movimento em prol de melhorar a estrutura dos carros da Stock. As gaiolas sobre as quais são montados os carros são inseguras. Não sou eu quem diz. Diversas fontes atestam a informação, sob condição de anonimato, e a precariedade de sua concepção e montagem está clara com o festival de capôs que voaram ao longo dos últimos anos.

A Confederação Brasileira de Automobilismo, em sua inércia sepulcral, não exerce nenhuma de suas atribuições, não submete os carros a crash test, não tem qualquer ingerência sobre os parâmetros técnicos da categoria, nem desta, nem de qualquer outra, e ocupa-se de sua função arrecadatória apenas – cobrar pela emissão de carteiras de piloto. Não há no corpo da referida entidade qualquer comissão técnica apta a examinar pistas, carros, pilotos ou qualquer coisa. O exame antidoping é uma lenda, e os seus diretores jamais tiveram colhões para realizá-los.

Os organizadores do evento seguem empolgados com a “maior categoria do Brasil”, afirmando aos quatro ventos que sua categoria compara-se à NASCAR americana em tecnologia. Mentira. Assista a uma corrida da referida categoria estadounidense, e veja o tamanho das pancadas que muito pilotos dão em ovais. Como disse Flávio Gomes, lá os pilotos acidentados descem dos carros, “batem a poeira do macacão” e seguem inteiros. Vão em seguida comer seus hamburgueres. Aqui saem dos carros para o necrotério.

Mas a maior das boçalidades está em culpar o autódromo (um dos melhores do mundo, e certamente o melhor do Brasil), num esporte muito popular entre os brasileiros – atirar pedras no governo e esquecer de sua parcela de culpa. Ora, trata-se de um local público sendo utilizado por um evento privado. A pista é homologada pela FIA em seu padrão máximo, recebe a principal categoria do automobilismo mundial, enquadrando-se em seus exigentes padrões, e agora, porque ninguém quer admitir que os carros são um lixo, que os pilotos, muitos deles, são ineptos, e que a CBA não regula porcaria nenhuma, a culpa é do autódromo? Do poder público?

Dessa vez, meus caros, não.

Das trevas então surge Cleyton Pinteiro, presidente da distinta entidade, informando que as corridas em Interlagos serão sob bandeira amarela (proibindo ultrapassagens e determinando a redução de velocidade no trecho da Curva do Café). Ué, mas então até a semana passada estavam todos correndo com a faca no pesçoco e a dileta CBA ignorava? Curioso…

Talvez devessem instalar um radar…

Sobre o assunto, com o brilhantismo de sempre, Flávio Gomes expõe com máxima clareza, aqui, aqui, aqui e aqui.