Posts Tagged ‘Sebastian Vettel’

E se…?

26/11/2012

Senna dá no meio de Vettel na primeira volta. E se fosse ao contrário?

Suponhamos que o acidente medonhamente causado ontem por Bruno Senna, que inadvertidamente acertou Sebastian Vettel pelo meio, tivesse vitimado um brasileiro que disputava ali o campeonato, em casa, diante de sua torcida. O que estaríamos ouvindo hoje? Conspiração, armação, trapaça, marmelada para atrapalhar um dos nossos. Certo?

Assim sendo, devemos pontuar o ocorrido e destacar o silêncio da cobertura sobre a temeridade do que cometeu o primeiro-sobrinho ontem. Acidente de corrida? Sim, mas imprudente. Um coadjuvante deve saber coadjuvar quando for o caso. Quase eliminar um protagonista do campeonato diante de todos, e sair dizendo que isso é algo comum, e ainda atribuir a culpa à vítima, é irresponsável.

Bruno é um ótimo piloto, inteligente e acho que tem futuro na Fórmula 1, mas o que aconteceu ontem foi feio.

E claro, o ponto principal é, bato de novo na tecla: o que teriam dito se a vítima fosse um brasileiro decidindo o campeonato?

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Interlagos: um thriller de cinema, com elementos de 2008.

26/11/2012

Vettel comemora. O mais novo tricampeão mundial de Fórmula 1.

E o que dizer da corrida? As mudanças na condição do binômio clima-asfalto, lembraram muito a corrida louca disputada em Dogninton Park, no Grande Prêmio da Europa de 1993, vencida por Ele*. A recuperação de Sebastian Vettel, que foi atingido por Bruno Senna na curva do Lago, ainda na primeira volta, também me lembrou a escalada de Dele* em Suzuka-1988. E a corrida como um todo, a decisão do campeonato dramática como foi trouxe elementos de 2008, quando Hamilton e Mass, bem vocês sabem… Em suma, todos os elementos para uma definicão digna da temporada espetacular que tivemos.

Em dado momento, os doze primeiros eram simplesmente geniais. Uma fila indiana em que o último era Kimi Raikkonen, e na frente dele ninguém menos que Michael Schumacher. Ora, que fase especial que temos diante de nossos olhos, quando coadjuvam uma corrida dois pilotos desse calibre.

Venceu o melhor? Difícil dizer. Mas o título certamente está em ótimas mãos. Vettel veio catando pontos no começo do ano, quando o carro da Red Bull sofria para adaptar-se à falta que o difusor soprado lhe fazia (proibido que foi pelo regulamento). Foi marcando pontos, somando colocações intermediárias, alguns pódios e corridas neutras, sem grandes shows.

De repente Adrian Newey e Vettel se acharam. E o carro melhorou. Não foi sorte. Vettel mergulha em reuniões intermináveis com seus engenheiros, lendo dados de telemetria e espremendo até a última gota na busca por dois ou três décimos de segundo.

Mas o salto dado não foi suficiente para ser esmagadoramente superior, pois a McLaren também achou o caminho e era mais rápida. Ainda assim Sebastião soube encaixar uma sequência de vitórias que somada ao azar duplo de Alonso em dois abandonos e ao carro da Ferrari que simplesmente parou no tempo deu-lhe condições de chegar aqui como chegou.

Alonso por seu lado pegou um carro lamentável nas mãos. A Ferrari resolveu ousar no projeto. E quem ousa tem sempre o risco – ou acerta muito, ou erra muito. A segunda alternativa pareceu ter ocorrido. O carro vermelho tomava mais de um segundo inteiro por volta de McLaren e Red Bull. O acerto era imprevisível, as mudanças não deram resultados. No meio da temporada o pessoal de Maranello conseguiu achar o interruptor que acendia a luz, e saíram do escuro, o rumo foi encontrado. Ali Fernandinho pareceu ser o homem do ano. Soube beliscar resultados inteligentemente, e quando lhe deram um carro melhor, foi pra frente.

De repente o desenvolvimento na Ferrari estancou. Dizem alguns que o problema foi no túnel de vento. O fato é que o espanhol está dando indiretas, dizendo que o carro apresenta alguns pontos críticos já há 6 meses. Num entrevero com um engenheiro chefe da Ferrari, Alonso foi ao Twitter e disparou – desde Barcelona em maio, que a aerodinâmica da Ferrari é a mesma. Caro leitor, caso você não saiba, uma equipe de ponta na Fórmula 1 traz peças novas e modificações em seus carros corrida a corrida. Isso tirou Fernando do sério.

Para coroar um ano em que 7 pilotos diferentes venceram as 7 primeiras corridas, tivemos o desfecho em Interlagos, um dos mais espetaculares circuitos do mundo, diante da torcida mais animada e divertida, e com um clima doentiamente instável. Épico, de novo!

A turma da Red Bull comemora com seu pupílo.

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1. Button: em corridas loucas como a deste domingo Jenson, dotado de uma inteligência acima da média do grid, sempre se sobressai. O inglês, além de saber ler muito bem as condicões da pista, tem a famosa tocada suave e gentil com o carro e os pneus. O resultado é esse. Bela vitória. É o nome de McLaren para 2013;

2. Alonso: por momentos o espanhol teve o título nas mãos, quando Vettel e a Red Bull erraram nos pits e o rival na disputa pelo título esteve fora da zona de pontuação. Fez uma excelente temporada, tirou da Ferrari muito mais do que ela tinha a oferecer, mas não deu. Seu oponente é osso duríssimo de roer;

3. Massa: termina em alta um ano que começou com nuvens negras no horizonte. De agosto pra cá tem pilotado muito bem, de maneira sólida, e até com lampejos de genialidade, que teve até 2009. Deve esquecer Alonso, focar no seu trabalho e juntar as peças de seu sucesso. Não existe primazia dentro de uma equipe de Fórmula 1 que sobreviva aos frios números do cronômetro. Ele saba ser rápido, agora deve seguir adiante, e fazer o que fez desde moleque – acelerar;

4. Webber: o canguru australiano termina opaco o ano. Em alguns momentos pareceu que poderia protagonizar como fez em 2010. Mas o colega de garagem agora ganhou 3 títulos. Difícil não? Deve parar no final de 2013;

5. Hulkenberg: errou no acidente com Hamilton, mas não merecia ter sido punido. Excelente exibição de um piloto muito bom. Liderou quase 30 voltas da corrida, andando na frente de uma dupla barra-pesada na chuva – Hamilton e Button, que sabem correr no molhado. Tem futuro o garoto;

6. Vettel: o mais novo tricampeão deu hoje uma prova de persistência. Caiu para último depois de ter sido abalroado por Bruno Senna ainda na primeira volta. Subiu na tabela passando todo mundo, e contou ainda com Kobayashi que tirou o dia para lhe encher o saco. Seu time adotou uma estratégia errada, o rádio parou de funcionar, e o clima instável desta tarde em São Paulo também somaram-se. Sai do Brasil tricampeão. Você sabe quem são os outros tricampeões? (Brabham, Piquet, Stewart, Lauda e Senna). Algo a dizer?

7. Schumacher: dá adeus à Fórmula 1 saindo de cabeça erguida. Veio divertir-se, e parece ter feito exatamente o que queria. Besta o tempo em que vivemos, onde precisamos cobrar de alguém como ele usando seus feitos passados como parâmetro. Que seja feliz agora cuidando das crianças. Um gênio;

8. Vergne: acabo de falar sobre Schumacher no tópico acima, e agora devo escrever o que sobre este ilustre nada? Pulemos;

9. Kobayashi: Koba-mito teve um dia animado. Deu dores de cabeça em Vettel, disputou com todo mundo, foi do elenco de apoio da corrida, quase como aquele núcleo comédia das novelas, em que tudo de mais divertido acontece. Pena que o japonês não tenha carro ainda garantido pra 2013. Façamos votos para que consiga;

10: Raikkonen: Kimi completou toda as voltas de todas as corridas e pontuou em 19 das 20 etapas. Foi o terceiro colocado no campeonato, atrás apenas de Vettel e Alonso, e venceu uma corrida. Podemos arquivar a pasta em que falavamos da possível falta de motivação do finlandês? De quebra ainda protagonizou o momento mais engraçado da corrida, ao entrar por uma via fechada do autódromo e ter de dar meia volta. Outro herói do ano;

Interlagos: Button vence e Vettel é o mais jovem tricampeão da história, numa corrida caótica.

25/11/2012

Vettel, tricampeão numa corrida maluca.

Sebastian Vettel sagrou-se hoje, neste domingo de tempo oscilante, o mais jovem tricampeão mundial da história. A vitória ficou com o lorde Jenson Button numa corrida loucamente influenciada pelo clima, que mudou a cada 10 minutos, causando reviravoltas e mudanças constantes na tabela de classificação.

O alemão da Red Bull contou com o azar, a sorte, e com muita calma, numa desafiadora escalada em que chegou a estar em último lugar.

Mais tarde eu volto falando em detalhes.

Interlagos: Hamilton na pole, primeira fila prateada, e Alonso torcendo por um cataclisma.

24/11/2012

Lewis Hamilton coloca McLaren na pole. Os protagonistas Vettel e Alonso tiveram uma classificação bem abaixo do esperado.

Eu acho até que já escrevi um post com este título. Mas é a mais pura verdade. A McLaren está sobrando em São Paulo. Lewis Hamilton e Jenson Button formaram a primeira fila prateada, e a concorrência pouco pôde fazer para evitar. Pior para para Sebastian Vettel, que perdendo inclusive para seu companheiro de equipe Mark Webber, ficou com o quarto posto. Mas quem de fato está chateado com o resultado é o outro candidato a tricampeão – Fernando Alonso.

Com dificuldades em diversos pontos a Ferrari ainda não se achou em Interlagos, e a esta altura dificilmente se achará. Alonso, vem tomando tempo de Felipe Massa em vários treinos, o que não é comum, e acabou classificando-se apenas na oitava posição, atrás do brasileiro, quinto.

Bruno Senna teve uma classificação aquém do esperado, e não passou ao Q3, ficando com o décimo segundo lugar. O quase aposentado Michael Schumacher ficou com a posição de número 14 naquela que foi a sua última classificação na carreira. Em entrevista prometeu uma corrida de Schumacher. Alguém deveria ter perguntado – qual Schumacher, o de 94-2006, ou o de 2010-2012? (sacanagem)

Então estamos combinados – Alonso torce para que a chuva, furacões, manada de búfalos e o PCC caiam sobre o autódromo. E Vettel só quer que nada de esquisito aconteça. Veremos, lembrando sempre que Maldonado está exatamente entre Vettel e Alonso no grid, e que Grosjean vem lá de trás. Tudo pode acontecer.

Austin: Hamilton rouba a cena, e Alonso salva um match point.

18/11/2012

Fonte: Autosport.com - A largada para o Grande Prêmio dos EUA, em Austin, inaugurando o belíssimo circuito texano.

E tudo parecia tão simples, tão pronto para Sebastian Vettel faturar o campeonato por antecipação, mas então… Mark Webber ficou pelo caminho. Com este abandono Fernando Alonso, o outro postulante ao campeonato subiu para o terceiro posto, e aí tudo começou a se complicar. Lewis Hamilton também tinha outros planos, perseguiu e ultrapassou Vettel, tomando-lhe a ponta. Este numa demonstração de maturidade soube aceitar a derrota, enfiou a viola no saco, e sabendo que o prejuízo não era lá tão grande assim, aquietou-se.

Fernando Alonso veio em terceiro, mas jamais foi adversário real dos dois ponteiros, assistindo Vettel somar mais 3 pontos à vantagem anterior de 10. A decisão com isso fica para o próximo final de semana, no Brasil. Fernandinho precisa contar com a sorte se quiser o campeonato. Chegar à frente de Vettel não basta. O espanhol tem de bons pontos a mais e torcer por um abandono da Red Bull de número 1.

Felipe Massa, o quarto colocado fez aquela que pode ter sido a sua melhor corrida no ano, escalando o pelotão desde a 11a colocação, passando vários concorrentes na pista, alguns deles em duelos eletrizantes, como aconteceu com Kimi Raikkonen.

Bruno Senna foi outro que brilhou, mostrando bastante combatividade, e uma sensível melhora em seu ritmo também em condições de classificação.

Outro que merece menção honrosa é Jenson Button. Largando com pneus duros, foi o único além de Bruno Senna a tentar um primeiro trecho mais longo, e parece ter conseguido tirar muito mais dos pneus. Subiu na tabela também, com algumas ultrapassagens eletrizantes.

No fim a Fórmula 1 fez uma volta triunfal à terrra do Tio Sam, com uma belíssima corrida num autódromo com A maiúsculo, e pode ser que tenha vindo para ficar. Os EUA merecem a F1, e a F1 merece os EUA.

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1. Hamilton: uma corridaça do piloto mais inconstante de que me lembro. Assisto corridas de Fórmula 1 assiduamente desde 1989, ainda com 6 anos de idade, e não me recordo de alguém capaz de ser tão brilhante num domingo, e tão fantasmagoricamente opaco no outro. Hamilton foi à caça e passou na pista, com autoridade aquele que será o tricampeão mundial de Fórmula 1, daqui uma semana em Interlagos. Brilhante!

2. Vettel: largou na pole, seguia na ponta, mas em dado momento não teve ritmo para segurar Hamilton. O carro da Red Bull é bom, mas não é perfeito. E as palavras de Hamilton, que de saída atira contra a McLaren são verdade – não tivesse o carro prateado sofrido com tantos problemas mecânicos ao longo do ano, e o real adversário de Alonso e da Ferrari, teria sido Lewis;

3. Alonso: Fernandinho já sabe – só pode contar com a sorte. Em uma semana a Ferrari não vai resolver os problemas que tem. Interlagos pode ser uma pista boa para os carros vermelhos, mas Vettel não precisa virar do avesso para vencer. Com um quarto lugar o alemão campeão de 2010  e 2011 liquida a fatura, independente do que Alonso aprontar. É um problemão, e eu acho que o espanhol não vai ter como descascar este abacaxi;

4. Massa: classificou-se em 6o. Perdeu 5 posições por uma troca de câmbio muy amiga que seu time resolveu lhe dar. A troca o jogou para a posição de número 11. Assim Alonso que estava classificado em 8o, subiu uma posição e partiu na largada do lado mais emborrachado da pista. Imoral, antiético, mas não fere o regulamento. Cada um sabe aonde seu calo aperta, e a Felipe resta uma coisa: andar na frente do espanhol. Nada mais pode alterar sua condição de segundo piloto. E hoje Massa deu um justo cala-boca em todo mundo. Partiu da 5a fila e chegou pertinho pertinho do espanhol, no quarto lugar, sete segundo atrás do colega. Foi muito bom. Mas isso precisa acontecer nos demais 19 finais de semana da temporada;

5. Button: subiu o pelotão inteiro, distribuiu chega-pra-lá em todo mundo e encheu os olhos de quem gosta de ultrapassagens. O gentleman driver está meio arrojado ultimamente. A convivência com Hamilton pode ter-lhe feito bem;

6. Raikkonen: Kimi fez este blogueiro mudar de opinião ao longo do ano. Eu o achava um banana super-estimado. Mas parece que o finlandês é um geniozinho que fala pouco. Já escrevi sobre ele nas últimas semanas. Um dos nomes de 2012, sem dúvidas;

7. Grosjean: já considerei-o um barbeiro, depois um diamante bruto, mas na verdade Romain é um piloto veloz e… burro. As trapalhadas em que se envolve o colocam em posições ruins. Ele teria chegado à frente de Raikkonen hoje. Mas mais uma vez o companheiro de equipe, também muito veloz e mais astuto, levou a melhor;

8. Hulkenberg: este alemão é muito bom piloto. O carro que dirige é um devorador de borracha, mas nem por isso ele desiste. Mais uma vez nos pontos;

9. Maldonado: Pastor teve um final de semana ruim, levando tempo de Senna em quase todas a sessões. Mas no final, e é na corrida que a coisa conta de verdade, chegou à frente, depois de uma acirrada disputa com Bruno;

10. Senna: o primeiro-sobrinho mais uma fez correu de maneira inteligente, e bônus – classificou-se decentemente. Mas levou a pior numa disputa de posições ao vacilar atrás de Hulkenberg. Melhor para Maldonado, que lhe surrupiou o nono lugar;

Vettel na pole, a meio passo do título?

17/11/2012

Vettel e seu capacete inspirado nos vaqueiros do Texas, a caminho do tri.

Sebastian Vettel fez a pole, massacrou o grid inteiro e amanhã pode ser campeão. O seu rival na disputa, Fernando Alonso da Ferrari, teve uma classificação muito abaixo do esperado, e sai em oitvado.

Num final de semana que vem sendo dominado fortemente pela Red Bull a Ferrari está sofrendo horrores para levar seus carros à atingir a temperatura ideal dos pneus e nas duas oportunidades em que seus carros foram a pista, Massa e Alonso deram várias voltas em ritmo lento para só então tentar marcar um tempo no grid.

Azar do espanhol que amanhã parte em oitavo e com Vettel na pole terá de escalar o pelotão. Não chegando no mínimo em terceiro, e com o rival alemão na ponta, Alonso pode esquecer o tricampeonato, e Sebastian virá ao Brasil apenas para passear na semana que vem.