Posts Tagged ‘Rubens Barrichello’

Barrichello assina com a Medley e em 2013 desembarca na Stock Car.

10/12/2012
Depois de uma temporada na Indy o brasileiro desembarca em definitivo na Stock.

Depois de uma temporada na Indy o brasileiro desembarca em definitivo na Stock.

Como vocês sabem, neste espaço não escrevo sobre Stock Car. Mas é inevitável comentar o destino do mais longevo piloto brasileiro na Fórmula 1 – Rubens Barrichello. Depois de aposentar-se a contragosto ao final de 2011, preterido numa vaga junto à Williams, Rubinho experimentou uma temporada de aprendizado na Indy, e aceitou participar esporadicamente da Stock Car brasileira. Gostou. E agora assina para fazer a temporada inteira do ano que vem.

Rubens esteve em Interlagos na semana do Grande Prêmio do Brasil, e como reclamei aqui, pretendia conversar com a Caterham para uma vaga no time verde. Sempre achei que esta obsessão de Barrichello pela Fórmula 1 era um lance de paixão mal resolvida, dado o insucesso em tornar-se campeão mundial. Mas o brasileiro teve uma carreira de respeito por lá, e agora seguirá outros rumos por aqui.

Será uma nova vida, tudo muito diferente para um piloto que correu os últimos 25 anos de monopostos. Mas deve ser bem divertido.

Que seja feliz então.

Barrichello, negociando com a Caterham?

25/11/2012

Barrichello: perambulando por Interlagos, e conversando com a Caterham.

Li hoje no excelente site Tazio, que Rubens Barrichello, além de ter dado as caras em Interlagos neste final de semana para rever a tchurma, também esteve de conversas com a equipe Caterham visando pilotar os carros verdes em 2013.

Para ser honesto, eu torço, que não seja verdade.

Dois brasileiros se estapeiam com outros vários pilotos cheios de talento (e grana), na disputa por uma vaga na Fórmula 1. Alguém tem dúvidas que Bruno Senna, Luiz Razia, Kamui Kobayashi, Adrian Sutil, Jules Bianchi, Valsecchi (aquele da GP2), e mais um monte de outros menos famosos tem muito mais a oferecer à categoria do que um aposentado voltando das trevas?

– Ah mas e o Schumacher… Alto lá. Schumacher ganhou TUDO que podia ganhar. E voltou por uma equipe digna – a Mercedes. Não deu certo? Em termos. O Schumacher que vimos é um que está no nível do bolo. É um piloto normal. Anormal era o que corria até 2006. Isso sim.

Portanto, minha torcida, desde já declarada, é pra que não passe de um engano, um lapso, um escorregão, aquele tipo de bobagem que você diz, arrepende-se e torce pra que ninguém mais tenha escutado.

Rubens tem muito mais a mostrar na Indy, na Stock Car, e jogando damas na praça. Quem mais precisa do seu eterno discurso de “um brasileirinho contra esse mundão?”

Interlagos em momentos (4)

24/11/2012

Rubens Barrichello, hoje já não mais correndo, apesar de jamais ter vencido no Brasil, protagonizou alguns momentos de grande emoção no asfalto paulistano. Um deles foi a pole position de 2004. O carro era fantástico, o brasileiro estava pilotando demais naquele ano – tanto que foi vice campeão – e não deu outra. Uma volta matadora.

 

Batalhas e Ultrapassagens (9)

10/10/2012

Essa aqui deu gosto de ver: ano de 2008, Felipe Massa na Ferrari lutando pelo campeonato. Depois de um começo tumultuado, o Grande Prêmio do Canadá tornou-se uma prova de recuperação para o brasileiro. Tendo uma máquina muito bem acertada, e pilotando naquele que talvez tenha sido o seu melhor período na Fórmula 1, o rapaz de Botucatu escalava o pelotão para minimizar seu prejuízo.

Nas últimas voltas Felipe tirava tudo que podia do carro, e alcançou Heikki Kovalainen e Rubens Barrichello que disputavam posições. Rubinho pilotava aquela carroça projetada pela Honda para 2008, e por algum tempo conseguiu segurar a McLaren muito superior do finlandês mosca morta.

Quando Heikki preparou o bote, na freada do hairpin, Rubens pouco podia fazer. O que nenhum dos dois jamais podia imaginar era a chegada de Massa, que num lance só levou a posição dos dois.

Nesse dia eu gritei como se fosse gol.

Barrichello, a falta do que dizer, e o ressentimento de um amor não correspondido.

03/10/2012

Rubens Barrichello e a sua eterna verborragia.

Rubens Barrichello é e sempre foi um grande piloto. Entretanto igualmente a Pelé, descrito por Romário como “quando calado é um poeta”, e sem a licença histórica de ser o maior de todos os tempos como Rei da camisa 10 canarinho e do Santos, o brasileiro tem uma tendência a falar demais.

Andei lendo por aí que Rubens aprontou outra das suas, dizendo que Maldonado e Senna, pilotos da Williams que o deixou sem emprego para 2012 “(…) deveriam ter, pelo menos, o dobro de pontos que eles de fato têm. Isso acontece, claro, por causa da inexperiência dos seus pilotos, que são rápidos, mas que não souberam aproveitar as chances com o equipamento que eles têm em mãos”

Como disse, considero Rubens um grande piloto, novamente aos meus olhos, sendo provavelmente o melhor piloto não-campeão de sua longeva era na Fórmula 1. Disputou 19 temporadas, foi companheiro de Michael Schumacher, e não há dúvidas, o que mais perto chegou do alemão. Venceu um punhado de corridas, e em algumas oportunidades foi imbatível, venceu provas difíceis, deu exibições de extremo talento.

Entretanto, como tudo na vida, de paixões por mulheres ao entusiasmo por novos empregos, de músicas do momento a opções de um cardápio, tudo tem seu prazo de maturação, e um dia acaba. Assim foi, e, diga-se, demorou, com sua carreira – foram 19 temporadas naquilo que considera-se o topo do ramo pelo qual optou em ganhar a vida. Não é pouca coisa.

Ao final de 2011 a Williams precisava de um reforço no caixa, não mais podia dar-se ao luxo de ser a pior das equipes estabelecidas, e só andar na frente das nanicas. Tio Frank tem uma estrutura monstruosa baseada em Grove, o time tem uma tradição, foi campeão  de pilotos e construtores e teve em sua garagem nomes de peso como Piquet, Senna, Prost, Mansell, Hill, Villeneuve, Reutmann e mais uma bela turma de velozes pilotos.

O que pretendia o brasileiro falastrão? Que a equipe mantivesse um experiente piloto que custa caro e não traz sequer um patrocinador para ajudar nas despesas, ou que apostasse em dois rapazes novos, cheios de gás e cada um deles trazendo pesos pesados como a PDVSA e a Embratel com um cheque dos grandes no bolso?

A aposta da Williams deu certo,  e hoje ninguém mais fala, como falavam há 1 ano atrás, no time fechando suas portas. Maldonado venceu uma prova por puro mérito em Barcelona, e Bruno Senna pontuou 8 vezes nesta temporada.

O fato é que Rubens não superou ainda o final de sua trajetória na Fórmula 1. Paciência, dói mesmo. Mas daí a querer desqualificar o trabalho dos dois novatos, há uma grande incongruência. Melhor faria o brasileiro concentrado seus esforços em acertar sua vida na Indy, num time bem estruturado como a Ganassi, fato este já aventado pelo noticiário, e deixasse o tempo curar as feridas.

Como dizem as avós e mães diante de um coração partido na família: “Ela não te merece, você vai achar alguém muito melhor!”

Batalhas e Ultrapassagens (8)

19/09/2012

Magny-Cours, a pista francesa em meio ao pasto no interior da França. Um autódromo muito bom construído com fortunas do governo francês, e que depois de alguns anos foi deixado de lado. Foi lá que aconteceu a ultrapassagem de hoje.

Nas últimas voltas do Grande Prêmio gaulês de 2004, Rubens Barrichello na fantástica Ferrari daquele ano, estava nos calcanhares de Jarno Trulli. Precisamente no último giro, na última curva, o italiano da Renault azul e amarela piscou, vacilou, e Rubens meteu o carro por dentro.

Dali por diante o italiano caiu em desgraça, e Flavio Briattore, o ruidoso manager de pilotos e à época diretor do time da equipe por onde seu pupilo corria perdeu a paciência, e dali por diante o clima entre os dois azedou.