Posts Tagged ‘Formula One’

Mercedes: cai Norbert Haug, e uma revolução pode estar em curso.

14/12/2012

Norbert Haug: de saída da Mercedes.

Depois de contratar Lewis Hamilton e trazer o tricampeão Niki Lauda para prestar uma espécie de consultoria, a equipe Mercedes deu mais um passo na tentativa de romper com a frustrante experiência vivida em 2012. Dona de um dos carros mais fortes no início, o time da estrela de três pontas naufragou ao longo do ano, sem conseguir nenhum outro resultado significativo.

E não tardou para que a primeira cabeça rolasse: o homem que comandou o departamento de competições da Mercedes por mais de 20 anos perde seu posto e não deixará saudades.

Pela arrogância com que tratava a todos no paddock, Haug colecionou atritos e choques com a imprensa, como no episódio da mentira aplicada por Hamilton nos comissários de Melbourne, em 2009, quando Norbert ainda ocupava o pitwall da McLaren, devido à sua então sociedade com a Mercedes.

Barrichello assina com a Medley e em 2013 desembarca na Stock Car.

10/12/2012
Depois de uma temporada na Indy o brasileiro desembarca em definitivo na Stock.

Depois de uma temporada na Indy o brasileiro desembarca em definitivo na Stock.

Como vocês sabem, neste espaço não escrevo sobre Stock Car. Mas é inevitável comentar o destino do mais longevo piloto brasileiro na Fórmula 1 – Rubens Barrichello. Depois de aposentar-se a contragosto ao final de 2011, preterido numa vaga junto à Williams, Rubinho experimentou uma temporada de aprendizado na Indy, e aceitou participar esporadicamente da Stock Car brasileira. Gostou. E agora assina para fazer a temporada inteira do ano que vem.

Rubens esteve em Interlagos na semana do Grande Prêmio do Brasil, e como reclamei aqui, pretendia conversar com a Caterham para uma vaga no time verde. Sempre achei que esta obsessão de Barrichello pela Fórmula 1 era um lance de paixão mal resolvida, dado o insucesso em tornar-se campeão mundial. Mas o brasileiro teve uma carreira de respeito por lá, e agora seguirá outros rumos por aqui.

Será uma nova vida, tudo muito diferente para um piloto que correu os últimos 25 anos de monopostos. Mas deve ser bem divertido.

Que seja feliz então.

Menos uma: a HRT se vai.

01/12/2012

HRT

Em 2010 três pequenas equipes surgiram na Fórmula 1, estimuladas pelo então presidente da FIA – Max Mosley, fulo que estava este com a debandada das montadoras após a crise de 2008. Numa só tacada BMW, Honda, Toyota e depois a Renault deixaram a Fórmula 1. O perigo começou a pairar sobre o grid, e a possibilidade de não ser mais possível juntar 20 carros para uma corrida tornou-se real. O velho Max agiu.

A primeira medida foi tentar estabelecer um teto orçamentário. Depois foi feita uma espécie de concorrência para definir um motor standard aos times novatos, e nesta a Cosworth venceu para fornecer propulsores aos 3 times entrantes em preços populares. Num total de 11 times candidatos às vagas, 3 foram pinçados.

Os nomes eram outros, mas hoje chamamos as então escolhidas de Marussia, Caterham e a HRT.

Depois de arrastar-se no fundo do grid nos últimos 3 anos, a HRT quebrou. Com modelos andando num ritmo bem mais próximo da GP2 do que da Fórmula 1, o time originalmente pertencente a Adrian Campos, ex-piloto dos anos 80, a equipe era uma lástima e não correrá em 2013.

A FIA havia determinado à direção do time espanhol o prazo até 30 de novembro para que mantivessem sua inscrição. Sem um comprador anunciado, o time perde o registro e provavelmente também perde o valor depositado para assegurar a vaga. Em síntese isto significa que um investidor que adquirir o espólio do time deverá efetuar o depósito novamente.

E sabe de uma coisa? Eu só lamento pois eles finalmente tinham acertado na pintura. O carro de 2012 tinha um esquema de cores muito simpático.

Schumacher.

29/11/2012

O heptacampeão mundial aposentado-se e será lembrado por muitas décadas como aquele que, como Senna, alterou os paradigmas da Fórmula 1.

Passados 4 dias do Grande Prêmio do Brasil, o mundo segue girando, a vida vai adiante, e a de um cidadão alemão nunca mais será a mesma.

Todo piloto começa muito cedo, e Michael Schumacher correu de kart desde a infância, quando seu pai era zelador do kartódromo de Kerpen, sua cidade natal.

Dali, foi aquela escalada a que todos se submetem, abdicando de muita coisa, inclusive de seguir estudando.

Venceu tudo, experimentou o céu, foi o herói da mais apaixonada torcida, os tiffosi, ao volante da mais tradicional equipe – a Ferrari.

Venceu de ponta a ponta, partindo de trás, do meio e dos boxes.

Venceu com 1, 2, 3 e até 4 pit stops, no seco, molhado, encharcado se a Fórmula 1 passasse pela neve, teria lá cravado seu nome.

Pai de crianças já grandinhas, e marido de Corinne, Michael agora volta para casa, pela segunda vez.

Não sei se vocês também concordam, mas eu não creio que ele fique parado por muito tempo. O heptacampeão mundial, detentor do recorde de pole-positions, vitórias e fantasma que assombrou a Fórmula 1 os anos 90 e 2000 é aquilo que ele mesmo definiu – a racer. E como um racer, dificilmente sossegará em casa. Seja de rally, moto ou turismo, creio que Schumacher não ficará muito tempo fora das pistas.

E ele pode. Mostrou que tem um desapego por vaidades muito maior que alguns detratores de resultados muito menos expressivos. Quis correr, a Mercedes lhe deu o carro, e lá foi ele para as pistas do mundo fazer aquilo que sabe.

Gênio, é a única palavra que pode definir este cidadão. Só por aqui que a torcida transformada em cheerleader não comprende a magnitude do sujeito de quem falamos. Mas você acha que ele liga?

Keep pushing, Michael!

Schumacher.

29/11/2012

O mito da adeus sendo aquele que, como Senna, estabeleceu novos paradigmas.

Passados 4 dias do Grande Prêmio do Brasil, o mundo segue girando, a vida vai adiante, e a de um cidadão alemão nunca mais será a mesma.

Todo piloto começa muito cedo, e Michael Schumacher correu de kart desde a infância, quando seu pai era zelador do kartódromo de Kerpen, sua cidade natal.

Dali, foi aquela escalada a que todos se submetem, abdicando de muita coisa, inclusive de seguir estudando.

Venceu tudo, experimentou o céu, foi o herói da mais apaixonada torcida, os tiffosi, ao volante da mais tradicional equipe – a Ferrari.

Venceu de ponta a ponta, partindo de trás, do meio e dos boxes.

Venceu com 1, 2, 3 e até 4 pit stops, no seco, molhado, encharcado se a Fórmula 1 passasse pela neve, teria lá cravado seu nome.

Pai de crianças já grandinhas, e marido de Corinne, Michael agora volta para casa, pela segunda vez.

Não sei se vocês também concordam, mas eu não creio que ele fique parado por muito tempo. O heptacampeão mundial, detentor do recorde de pole-positions, vitórias e fantasma que assombrou a Fórmula 1 os anos 90 e 2000 é aquilo que ele mesmo definiu – a racer. E como um racer, dificilmente sossegará em casa. Seja de rally, moto ou turismo, creio que Schumacher não ficará muito tempo fora das pistas.

E ele pode. Mostrou que tem um desapego por vaidades muito maior que alguns detratores de resultados muito menos expressivos. Quis correr, a Mercedes lhe deu o carro, e lá foi ele para as pistas do mundo fazer aquilo que sabe.

Gênio, é a única palavra que pode definir este cidadão. Só por aqui que a torcida transformada em cheerleader não comprende a magnitude do sujeito de quem falamos. Mas você acha que ele liga?

Keep pushing, Michael!

Oficial: Williams dispensa Bruno Senna.

28/11/2012

Maldonado, Bottas e Senna. Três pilotos para dois carros, e o brasileiro poderia ter feito mais.

Como noticiam por aqui o Grande Prêmio e o Tazio, a Williams acaba de liberar comunicado dispensando Bruno Senna e confirmando para a sua vaga o finlandês Valtteri Bottas, terceiro piloto do time inglês e empresariado por Toto Wolf, hoje um sócio de Frank Williams na equipe que carrega seu sobrenome.

Bruno agora corre atrás de vagas ainda abertas na Force India e na Caterham. Adversários nesta disputa não faltam, alguns endinheirados, e outros muito bons de braço.

Outro brasileiro também postula um destes dois assentos – Luiz Razia, que já foi piloto de testes da Caterham – quando esta se chamava Lotus – e que também já andou dando voltas com a Force India neste ano.

Não somos um blog de notícias, vocês sabem, então vamos à opinião.

Bruno Senna começou no automobilismo numa idade em que muitos já estão dando suas primeiras voltas na Fórmula 1.

Em razão dos traumas familiares com a brutal morte do tio, em circunstâncias de amplo conhecimento de todos, e de seu pai num acidente motociclístico em 1995, no ano seguinte portanto, o rapaz teve a carreira abortada à época.

Voltou apenas aos 19 anos, tendo pulado as etapas mais básicas da carreira, como o Kart.

A família atendeu ao seu pedido, e superando toda a natural rejeição, mandou mais um dos seus às pistas.

Viviane Senna contou nesta empreitada com o apoio de Gerhard Berger, que avaliou Bruno e recomendou à mãe do piloto os primeiros passos a serem dados.

Bruno é um bom piloto. Esqueçamos aqui o sobrenome que carrega, ao menos por 2 minutos. O rapaz é inteligente, sabe conduzir um carro de corrida de forma competitiva, e especialmente em corridas acerta muito mais do que erra. Pontuou em 10 etapas desta temporada. Seu companheiro de equipe, o veloz Pastor Maldonado chegou aos pontos em 5 ocasiões e é o recorde de punições da temporada.

Entretanto Bruno tinha a sombra de Valtteri Bottas, que contratualmente nesta temporada assumiu o carro do brasileiro nas manhãs de sexta-feira para ganhar quilometragem, preparado que estava sendo para assumir um dos carros do time em 2013, o que confirmou-se hoje.

Não chega a ser uma surpresa a sua dispensa. O primeiro-sobrinho não decepcionou em sua passagem pela Fórmula 1 até aqui, mas também não foi um assombro, como Sergio Perez ou Kamui Kobayashi, que muito cedo chegaram dando o seu recado.

Senna sofre de uma deficiência que precisa ser sanada, e logo – demora em encontrar o melhor ritmo em voltas de classificação. Num longo trecho de voltas o brasileiro é consistente e inteligente, conserva o carro e os pneus e tem ótimo ritmo de corrida.

Digamos que isso seria ao fim e ao cabo o que um piloto precisaria basicamente ser – veloz e astuto em corridas. Ok. Mas a prova de classificação determina a posição em que largará o piloto, e nela também determina-se que faixa da tabela será disputada. Quando alguém coloca o carro entre os oito primeiros, naturalmente estará em melhor vantagem para marcar pontos. Partindo do meio do grid além do enorme risco de andar no bolo, a famosa zona da confusão, sempre estará em desvantagem para chegar a colocações mais expressivas. Tanto que a melhor pontuação de Bruno em 2012 acabou sendo um 6º lugar.

Não foi, como eu disse, uma temporada ruim. Mas também não foi tudo o que poderia ser. É provável, mas não certeiro, que o rapaz consiga uma vaga para 2013. Ele tem braço e nome que ajudam muito nesta tarefa. Aguardemos os próximos lances.