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De Carona (15)

21/11/2012

A corrida em Austin foi de fato muito legal, e se antes tínhamos apenas um vídeo com Jerome D’Ambrosio andando com o carro de 2011 da Renault-Lotus, agora vamos com o vencedor da primeira edição da corrida americana no Texas.

Lewis Hamilton nos leva para uma voltinha no ensolarado traçado.

Um delícia conferir as subidas e descidas, e o caprichoso desenho de algumas curvas em alta velocidade.

Que venha para ficar a corrida por aqueles lados.

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A disputa em aberto.

01/06/2012

Ninguém podia esperar que passadas seis etapas teríamos a tabela de pontos do Campeonato Mundial de Fórmula 1 tão indefinida. Hoje é uma temeridade apontar um favorito, ou ao menos um ato de coragem cega, sem medo de errar. Seis pilotos diferentes já venceram, e alguns outros vários ainda podem vencer.

Nesta turma podemos colocar Bruno Senna, Sergio Pérez, Kamui Kobayashi, Kimi Raikkonen, Romain Grosjean e Felipe Massa. Todo ele tem carros em condições de vencer, e alguns já bateram na trave. Se dois dos cinco desencantarem chegaremos à hecatombe de oito vencedores diferentes numa única temporada da Fórmula 1.

Esta inédita bagunça na tabela tem um nome – pneus. A Pirelli, atendendo pedido expresso do todo poderoso Bernie Ecclestone, desenvolveu compostos de borracha que simplesmente estão deixando os times perdidos. Variáveis mínimas, como direção do vento, temperatura do asfalto e sua abrasividade, e uma infinidade de fatores tem tornado o acerto dos carros uma arte extremamente complexa, e seu desempenho tem variado drasticamente de corrida a corrida.

A Williams, que venceu com Maldonado em Barcelona era tida como força para Mônaco. Deu-se muito mal, marcando apenas 1 ponto com Bruno Senna. A Mercedes parecia ter encontrado o caminho das vitórias na China, e colocou Rosberg no topo, para na corrida seguinte naufragar fragorosamente.

Até mesmo a Ferrari, dona de uma carroça nas primeiras duas corridas tem se reabilitado, e muito por conta de Fernando Alonso hoje ocupa o topo da tabela lado a lado com a muito competente Red Bull das pranchetas de Adrian Newey.

As equipes grandes tem sofrido com a perda dos difusores soprados (postarei um vídeo explicativo na seqüência), proibidos pelo regulamento, e com isso times de menor orçamento tem apostado em soluções criativas para encurtar a diferença no cronômetro. Isso explica alguns pilotos como Webber, Button e Alonso, não por acaso titulares das grandonas, chiando contra o equilíbrio surgido nesta temporada.

A FIA tem buscado incessantemente equilibrar o jogo e reduzir a importância do caminhão de dinheiro despejado por McLaren, Ferrari, Mercedes e Red Bull em suas equipes. As equipes menores – Sauber, Lotus e Williams desta vez parecem ter acertado a mão em seus carros, e as limitações no desenho são tantas que um gênio como o projetista chefe da Red Bull – Newey – pode até perder parte da sua fundamental importância no desempenho dos carros.

Isto não será permanente. Cedo ou tarde as grandes equipes encontrarão o rumo. É inexorável, o dinheiro farto empregado em pesquisas e horas e horas de desenvolvimento nas fábricas uma hora faz e sempre fará a diferença. Assim esta temporada pode ser única na imprevisibilidade das corridas.

O resultado de tudo é que hoje um oitavo, nono ou décimo lugar na classificação tem feito pilotos lutarem com a faca no pescoço, pois num campeonato em que ninguém consegue mais prever o dia de amanhã todo ponto conta, até a última volta, até a última curva.

Melbourne: McLaren na pole, Lotus e Mercedes surpreendem e Ferrari dá vexame.

17/03/2012

Com os resultados da primeira prova de classificação da temporada, disputada hoje nas ruas do Albert Park, em Melbourne, Austrália, algumas coisas ficam evidentes. Aparentemente um campeonato sem graça e dominado apenas pelos carros de um time só pode começar a ser descartado. Hamilton e Button levaram a McLaren à primeira fila, mas são alvissareiras as notícias de Lotus e Mercedes andando bem. E a Ferrari?

Como há muito se suspeitava, ou escondiam o jogo, ou o carro era mesmo uma tragédia. Vence a segunda opção. Os carros de Alonso e Massa são realmente ruins, e as imagens dos dois brigando com o volante, tentando domar a macchina indócil são ilustrativas.

A Red Bull parece que não tem mais a vantagem toda exibida no ano passado, e seus carros ficaram longe de assombrar a concorrência, como aconteceu em 2011.