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Alonso em 2012, Senna em 1993.

09/11/2012

Senna em Suzuka acenando para a torcida. Sua melhor temporada foi em 1993?

Fernando Alonso também em Suzuka. O espanhol chegou ao auge em 2012? Fernando Alonso provavelmente perderá o duelo contra Sebastian Vettel pelo Campeonato Mundial de Formula 1 de 2012. Duro mas verdadeiro. Entretanto, a despeito do que possa acontecer nas duas etapas que ainda restam, nos EUA e no Brasil, uma coisa é certa: o que o espanhol da Ferrari exibiu neste ano, encontra paralelo direto com algo feito por Ele* em 1993.

Naquele já distante ano, Ayrton Senna corria com a McLaren empurrada pelo motor Ford. O time de Ron Dennis sofria com a adaptação aos menos potentes propulsores da montadora norte-americana.

Ayrton teve então de acostumar-se a tirar do carro o que ele não tinha a oferecer. O brasileiro até então contara com os foguetes preparados pela Honda, e de início percebeu que o duelo contra os carros da Williams-Renault seria cruel.

A equipe rival contava com os serviços do então inimigo mortal de Senna: o francês Alain Prost.

O paralelo com a situação de Alonso em 2012 é evidente: Senna e Fernandinho diante de Prost e Sebastian Vettel são o lado fraco nas suas respectivas disputas quando o assunto foi e é o equipamento disponível.

Entretanto, o espanhol e o brasileiro em 1993 e em 2012 tiveram provavelmente o ano em que exibiram suas mais impressionantes credenciais de talento e inteligência.

Em 1993 Senna liderou boa parte do campeonato, teve performances assombrosas como a acapachante vitória em Dogninton Park, a heróica performance em Interlagos, e os eletrizantes duelos em Silverstone e Kyalami cara a cara com Prost. Naquele ano, embora tenha sido vice campeão, Ayrton beliscou 5 vitórias, quando em realidade não tinha carro para nenhuma delas.

O mesmo pode-se dizer de Alonso. A Ferrari entregou a Fernando um carro imprevisível e ingrato no começo do ano. O acerto era impossível, as reações da máquina às modificações não correspondiam ao esperado, e os carros da ponta impunham ao time vermelho uma astrônomica diferença de quase 2 segundos inteiros em uma volta.

Ainda assim o asturiano mergulhou de cabeça no trabalho, e seguiu catando pontos. Com insucessos dos adversários, e graças a uma seqüência épica e única de 7 vencedores diferentes nas 7 primeiras corridas do ano, Alonso chegou ao quarto final da temporada numa confortável liderança da tabela. A isso, some-se uma evolução ímpar conseguida pelos engenheiros em Maranello, e hoje temos Fernando disputando a o canéco.

Senna liderou o campeonato até a metade, Alonso quase até o final. E ainda que não vençam e levem a taça para casa, em alguns anos, nem sempre o vencedor será o único lembrado.

*Escrevo Ele com maiúscula em alusão aos contornos de divindade com que a mídia e o público brasileiro dão a Ayrton Senna da Silva, um grande piloto, um dos maiores, mas certamente longe de ser infalível e intangível.

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Pancadas (8)

06/07/2012

Michael Andretti já havia dominado a Fórmula Indy. Em 1993, atendendo à pressão da Phillip Morris, dona da Marlboro, a McLaren cedeu à pressão, e deu ao norte-americano, filho do lendário Mario Andretti, uma vaga. Seu companheiro de equipe foi ninguém menos que Ayrton Senna.

O massacre foi cruel, e Andretti foi dispensado no meio da temporada.

Dizem alguns que os Andretti subestimaram o nível de exigência física e técnica da Fórmula 1, chegando a afirmar que não era Michael quem deveria se preocupar com Senna, mas o inverso.

Os resultados foram pífios.

Em sua segunda corrida, em Interlagos, Andretti envolveu-se num brutal acidente com Gerhard Berger, logo na largada do Grande Prêmio do Brasil.

Pancadas (1)

21/05/2012

Auto explicativo, grandes pancadas da história da Fórmula 1 nesta sessão. E pra começar uma que eu assistia na TV, então com 10 anos, envolvendo um brasileiro – Christian Fittipaldi, perseguindo seu companheiro de equipe, o italiano Pierluigi Martini, ambos da Minardi, na última volta do Grande Prêmio da Italia de 1993.

O brasileiro entrou colado em Martini, e tentou a ultrapassagem na reta de chegada. O que acontece na sequência deixou todos boquiabertos.

Engraçada é a narração da lenda – Murray Walker, que se espanta com a magnitude do ocorrido.